terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

É palanque regional que elege presidente?

Por Inaldo Sampaio

De modo geral, a imprensa tem dado ênfase aos “palanques estaduais” como sendo algo de grande importância para quem aspira à presidência da República. O alvo dela é José Serra, já que Dilma Rousseff, por ser a candidata de Lula, tem palanque de sobra nos estados, sendo que em alguns deles terá que fazer malabarismo para não desagradar a um dos lados. Serra é quem estaria carente de “palanques”, daí não abrir mão da candidatura do senador Jarbas Vasconcelos ao governo de Pernambuco.



A propósito de palanques regionais, o diretor-presidente do “Vox Populi”, Marcos Coimbra, mostrou o quanto eles são ilusórios em artigo publicado ontem no jornal “Correio Braziliense”. Segundo ele, nas cinco eleições presidenciais que se realizaram no Brasil de 89 para cá, palanques regionais não tiveram importância alguma. Quem ganhou não precisou deles, sendo que no caso de Fernando Collor (89) os palanques regionais armados no segundo turno só lhe deram dor de cabeça.

“Sua subida (nas pesquisas) nada teve a ver com palanques”, escreveu o sociólogo mineiro, lembrando que FHC elegeu-se em 94 e reelegeu-se em 98 graças à força de um “míssil” (Plano Real), que Lula ganhou em 2002 “com o palanque limitado a seus velhos companheiros do PT” e que sua reeleição em 2006 “passou longe de qualquer palanque”. Todavia, acrescentou, como tudo na vida tem a primeira vez, pode ser que em 2010 palanque regional tenha algum valor, embora não acredite nisto. 

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