Além disso, o magistrado apresentou o segundo processo, de número 54.562, que diz respeito a renovação da concessão por 15 anos da empresa de transporte coletivo Tabosa, uma das mais tradicionais de Caruaru. Durante 40 minutos, o vereador disse não entender a decisão. “Desde ontem que estou sendo vítima de medidas judiciais que não têm sustentação e considero um dos maiores absurdos contra um homem público, que não fez outra coisa a não ser zelar pelos interesses desta cidade. Fui acusado por omissão, mas nunca fui omisso” explanou Tony.
El justificou os motivos de não ter feito o processo de licitação. “Os empresários da cidade me chamaram e disseram que se houvesse a abertura da concorrência as empresas de Caruaru iriam quebrar. Perguntei aos empresários o que eles queriam, me pediram mais 15 anos de concessão. Disse que não poderia fazer isso porque seria ilegal. Prorrogamos as concessões por mais 5 anos (transição) para que as empresas se organizassem e se preparassem para concorrer com as empresas de fora” disse.
O vereador não poupou o ex-prefeito Neguinho Teixeira, que para ele foi o grande responsável pela irregularidade. “Quando me desincompatibilizei fui surpreendido com o meu sucessor que ao invés de concluir o processo licitatório, estranhamente concedeu mais 15 anos as empresas da cidade. O projeto a época foi enviado a esta Casa, que não deveria ter aprovado, mas aprovou. Não vou entrar no mérito do que levou ao meu sucessor a ter esse procedimento. Em nenhum momento me omiti, zelei pelos interesses públicos”, justificou.
Gel ainda disse que esperava ser ouvido pelo juiz antes da decisão e garantiu que vai recorrer da decisão. “Esta Casa tomará conhecimento da decisão que será tomada pelo egrégio contra essa decisão cruel. É muito fácil tentar destruir uma vida que foi construída com muitos sacrifícios. Mas não vou deixar isso acontecer. São nesses momentos que consigo sempre sair mais forte”, pontuou.
Tony ainda fez questão de lembrar que não abriu processo licitatório para contratar a empresa escritório Montenegro & Ferreira Advogados Associados por ser a única de Pernambuco especializada neste tipo de serviço. “O contrato diz que o escritório só pode receber os valores se ganhar as causas. Então o prejuízo é zero para os cofres públicos. Houve ainda um descuido maior: dos 20% que vai ser pago pela instituição bancária, a prefeitura não vai pagar um centavo pelas ações”, garante.
O contrato ainda está em vigor e segundo o democrata pode render para a prefeitura municipal um ônus de mais de R$ 200 milhões. “O Ministério Público alega que contratei o escritório para substituir os advogados da prefeitura. Na verdade contratamos para prestar serviço de assessoria. Na época não existia e ainda não há ninguém habilitado na prefeitura para exercer essa função”, explana.
Departamento de Comunicação da Câmara Municipal de Caruaru
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